ZOHAR VAYIGASH - ZOHAR HASULAM
O ENCONTRO DE REIS
[Yehudá representa o Mundo Inferior, Malchut. Yosef representa o Mundo Superior, Zeir Anpin. A discussão representa a união do espiritual com o material]
Rabi Yehudá iniciou a discussão com o versículo: "Porque os reis foram reunidos" (Tehilim 48:5): Estes são Yehudá e Yosef, que eram dois reis. Os dois se uniram para disputar, porque Yehudá tornou-se fiador de Binyamin e comprometeu-se diante de seu pai neste mundo e no mundo vindouro. Ele, portanto, veio a discutir com Yosef por causa de Binyamin, para que ele [mesmo] não fosse banido desse mundo e do mundo vindouro, como está escrito: "Eu vou me comprometer por ele; da minha mão você o exigirá: se eu não o trouxer a você e o colocar diante de você" (Bereshit 43:9), "então eu pecarei para o meu pai para sempre "(Bereshit 44:32) neste mundo e no mundo vindouro.
Portanto, "os reis foram reunidos, eles vieram juntos" significa que eles se contestavam e estavam zangados um com o outro por causa de Binyamin. Então, está escrito: "Assim que viram, ficaram espantados, eles ficaram assustados, eles correram. O medo os apanhou lá" (Tehilim 48:6), de todos os que estavam lá.
"...e dor, como uma mulher de parto" (Tehilim 48: 7), pois temiam que matassem ou fossem mortos por causa de Binyamin. Pois Yosef foi vendido por Yehudá e estava perdido em relação a seu pai. Agora que ele se tornou fiador de Binyamin, ele temia que ele perecesse. Assim, está escrito: "Yehudá aproximou-se dele".
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SEGREDOS DO TIKUN CHATZOT
O Rei David guardou-se de provar a morte, para que o lado do espírito impuro não tivesse controle sobre ele. Pois sessenta fôlegos menos um são o segredo da Vida Superior. Os primeiros sessenta fôlegos são os sessenta fôlegos supereriores, cujo segredo é que a vida depende deles. A partir de então [dos sessenta fôlegos], é o segredo da morte.
Portanto, o rei David tinha que medir a noite até a meia noite, para permanecer vivo, para que o antegozo da morte [o sono] não o dominasse. À meia-noite, David estava em seu domínio, [no seu nível, que é a vida e a existência, levantando e ploclamando cânticos e louvores]. Pois quando a meia-noite se agitou e a Santa Coroa, [Nukva, que é Malchut], foi despertada, David não quis ser encontrado conectado a outro domínio, o domínio da morte.
Quando a meia-noite vem, a santidade suprema é despertada, mas [se] o homem está dormindo em sua cama e não desperta para considerar a glória de seu Mestre; ele se apega ao segredo da morte e se abre para outro domínio, [para a Sitra Achrá]. O rei David, portanto, sempre acordou à meia-noite, cuidadoso com a glória de seu Mestre, vivo perante o Vivo, e ele nunca dormiu o suficiente para provar [um sessenta avos da] morte. Assim, ele dormia como os sessenta suspiros de sessenta respirações de um cavalo [menos uma].
Rabi Yehudá e Rabi Yosi vieram e beijaram-no [ao homem que lhes explicara isso], pois ele revelou uma nova explicação sobre a oração da meia-noite [o Tikun Chatzot]. Eles perguntaram-lhe: Qual o seu nome? Ele respondeu: Chizkiyá ("fortalecido de Hashem"). Eles disseram a ele: Que você seja fortalecido e que seu estudo da Torá seja aumentado. Eles se sentaram. Rabi Yehuda disse: Já que você começou, conte-nos mais dos Mistérios Supernais aos quais você fez referência...
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SEGREDOS DAS BÊNÇÃOS ALIMENTARES
O judeu então continuou com o versículo: "E comerás e te fartarás, e abençoarás Hashem, teu Elokim" (Devarim 8:10). Ele pergunta: Já não abençoamos o Santo, Bendito seja Ele, antes de comer? Na verdade, devemos levantar cedo pela manhã para recitar seus louvores na ordem correta [dos sidurim], antes de cumprimentarmos qualquer outra pessoa no mundo. Também está escrito: "Não comerás nada com o sangue" (Vayikra 19:26), [que já foi explicado], como também é proibido comer antes de abençoar o Mestre. No entanto, agora está escrito: "E você comerá, te fartarás e abençoarás", [o que significa que isso indica para a pessoa só abençoar depois da refeição].
[Ele responde:], As bênçãos que recitamos antes de comer são orações pela unidade [entre o macho e a fêmea], enquanto aquelas que recitamos após comer [tem dois propósitos:] (1), para mostrar a saciedade adequada perante o nível da fé, [a Nukva, que é Malchut; e] (2), para abençoa-la adequadamente, para que [o nível da fé] seja bem irrigado, abençoado e cheio de alegria da vida sublime, tanto quanto necessário, e assim nos assegurará o sustento.
Fornecer a comida do homem é uma tarefa tão pesada para o Santo, Bendito seja Ele, como a abertura do Iam Suf (o Mar Vermelho). Por quê? Porque toda nutrição do mundo vem de cima. Aprendemos que os filhos, a longevidade e o sustento dependem [não do mérito], mas do Mazal. Portanto, o sustento diário é uma tarefa pesada para Ele, pois depende do Mazal, de onde os filhos, a longevidade e o sustento são derivados. O sustento diário é difícil para Ele, porque a pessoa não os tem antes de serem abençoados através do Mazal.
Da mesma forma, organizar casamentos é uma tarefa pesada para Ele, e tudo, [filhos, assim como longevidade e sustento], ocorre porque o firmamento é uma cortina que serve a nenhum propósito. Além disso, [filhos, vida e sustento], que se encontram acima em outro lugar, precisam ser abençoados [para que sejam recebidos de lá. Portanto, o que depende do Mazal, depende das bênçãos posteriores à alimentação: o Bircat Hamazon, o Meên Shalosh e o Borê Nefashot].
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TZADIK YESOD OLAM - O JUSTO É O SUSTENTÁCULO DO MUNDO
"Então Yosef não conseguiu se conter diante de todos os que estavam perante ele..." (Bereshit 45:1). Rabi Chiya abriu a discussão com o verso: "Ele distribuiu livremente, ele deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre; o seu poder será exaltado com honra" (Tehilim, 112:9). Venha e veja, o Santo, Bendito seja Ele, criou o mundo e fez o Adam [o homem] governador sobre ele, para ser rei sobre tudo.
Do homem, quatro tipos de homens ramificaram: alguns justos e alguns perversos, alguns tolos e alguns sábios. Destes, alguns eram ricos e alguns pobres. Eles podem trazer mérito e benefício mutuamente. Os justos podem beneficiar os ímpios, [levando-os a arrependerem-se de seus pecados]; o sábio pode beneficiar o tolo, [ensinando-lhes o senso]; os ricos podem beneficiar os pobres, [provendo-os em suas necessidade]. Através destas ações, o homem merece a vida eterna e se liga à Árvore da Vida. [Por isso as escrituras relatam, "Ele distribuiu livremente, ele deu aos pobres". Além disso, esta tzedaká que ele dispensa permanece para sempre, [ou seja, a Nukva estabelecida por essa tzedaká (caridade), é chamada 'Sempre' (Heb. Laad), como está escrito, "e sua justiça (tzedaká) permanece para sempre".
"Ele distribuiu livremente, ele deu aos pobres". Rabi Elazar disse: Quando o Santo, Bendito seja Ele, criou o universo, Ele estabeleceu-o em um único pilar chamado Tzadik, [chamado, Yesod]. O Tzadik [justo] é o sustentáculo do mundo; [ou seja, ele sustenta a 'Nukva', chamada 'Mundo']. É ele quem dá água, [que é a Iluminação de Chochmá] e comida, [que é a Iluminação de Chassadim], a todos, como está escrito: "E um rio saia do Éden para regar o jardim, e de lá foi dividido, e ramificado em quatro riachos" (Bereshit 2:10). [Este é Yesod, chamado de 'Rio'].
[N.T.]: O termo 'Nukva' significa literalmente 'Fêmea' em Aramaico. É um termo cabalístico que esconde vários simbolismos. Nukva pode representar: a fêmea, a noiva, a filha, a mulher, o pão, o mundo, a terra, o corpo, o cálice do kidush, o trono, o templo, o mishkan, a sefirá de Malchut, dentre outros. Ou seja, a Nukva representa tudo aquilo referente à polaridade feminina da espiritualidade, ou seja, o estado de recepção.
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SEGREDOS DA AMIDÁ
SEGREDOS DA AMIDÁ
"E a notícia (lit.: "voz") foi ouvida na casa do Faraó" (Bereshit 45:16). Rabi Aba começou a discussão com o verso: "Minha alma anseia, de fato, se desfalece pelas cortes de Hashem: meu coração e minha carne clamam pelo El vivo" (Tehilim 84:3). Venha e veja, quando um homem reza [a Amidá] diante de seu Mestre, ele deve primeiro recitar suas bênçãos diárias e dizer suas orações nos momentos apropriados.
Na parte da manhã, ele deve estar unido com a direita do Santo, Bendito seja Ele, [que é Chésed]. Em Minchá (a oração da tarde) ele deve estar unido com a esquerda [do Santo, Bendito seja Ele - que é Guevurá]. Cabe ao homem orar diariamente, para se unir ao Santo, Bendito seja Ele, como já foi explicado. Quando ele reza [a Amidá] diante de seu Mestre, ele não deve falar em voz alta, pois quem fala em voz alta descobrirá que sua reza [da Amidá] não é aceita.
Por quê? Porque a reza [Amidá] não é uma voz audível (Heb. Kol), nem a voz audível é uma reza. O que é então uma reza? É uma voz diferente que é atrelada à voz que é ouvida. Qual é a voz que é ouvida? É 'Kol' קול escrito com a letra Vav, enquanto a voz [diferente] ligada [à voz que é ouvida] é 'kol' קל sem a letra Vav.
Assim, um homem nunca deve falar em voz alta quando reza [a Amidá], mas rezar em um sussurro, com uma voz inaudível, [que é um aspecto da Nukva, o segredo da reza. Através das nossas orações, unimos a voz silenciosa com Zeir Anpin, que é a 'voz audível']. Esta reza sempre é aceita, [pois ela é desejosa de estar unida com Zeir Anpin]. Isto é aprendido das palavras, "e a voz foi ouvida", escrita sem a letra Vav, em que as palavras "são ouvidas" [significa que foram aceitas]. Esta é uma reza dita em um sussurro, como está escrito sobre Chana [Ana], "mas sua voz não se ouvia" (I Shmuel 1:13). Esta é a reza que o Santo, Bendito seja Ele, aceita uma reza que é feita de forma voluntária e intencional, e é devidamente realizada por um homem preocupado com a unidade de seu Mestre todos os dias da maneira correta.
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AS AGALOT
"Venha e veja, todos os homens morrem pelo Anjo da Morte, exceto alguém que é morto por outros homens antes do tempo chegado [para o Anjo da Morte] apoderar-se dele e receber permissão [para tomar sua alma], pois o Anjo da Morte não tem domínio sobre o homem até que ele tenha permissão [do alto].
Portanto, o Anjo da Morte tem o direito de governar sobre ele, como está escrito, "e não se sabe quem o matou" (Devarim 21:1). Ele também tem permissão, uma vez que é desconhecido [quem assassinou a vítima], para acusar aquele lugar, [a Nukva]. Portanto, "os anciãos daquela cidade tomarão uma novilha" (Ibid. 3), a fim de eliminar o julgamento desse lugar e fortificá-lo contra o poder do acusador, para que ele seja salvo dele.
Venha e veja, quando Yosef se separou de seu pai, ele foi enviado sem escolta ou sem comida, e o que aconteceu então aconteceu. Quando Yaakov disse: "Yosef foi sem dúvida despedaçado" (Bereshit 37:33), ele acrescentou: "Pois eu irei até o meu filho de luto para o Sheol (Ibid. 35), pois o fiz [ser morto, tendo-o enviado sem escolta. Eu não posso dizer, 'Nossas mão não derramaram esse sangue' (Devarim 21:7), referindo-se à quebra do pescoço da novilha, que significa, 'Nós não o enviamos sem escolta'. Eu também sabia que seus irmãos o odiavam, mas eu o enviei a eles". Yosef lembrou-o disso ao enviar as carroças (ambos "carroças" e "novilhas" são escritos 'agalot' em hebraico).
Tradução: Equipe 'A Luz da Cabala'
Fonte: Zohar Hasulam






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